Pró Desporto

Visita ao Estádio 11 de Novembro – Parte 2: Balneários

Balneários do Estádio não estão abandonados

Há umas semanas surgiu nas redes sociais um vídeo cujas imagens metiam dó, segundo o qual, os balneários do estádio 11 de Novembro estavam abandonados. O vídeo mostrava um compartimento destruído, com o que parecia uma mistura de fezes e urina por tudo quanto é canto.

A direcção do estádio, na pessoa do seu Director, Miguel Xisto, veio, através de um vídeo e depois através de uma visita guiada com a equipa do Pró Desporto, desmentir as imagens, esclarecer o que se passou e mostrar o real estado do estádio e de todos os seus compartimentos.

Durante a visita, começou por esclarecer que a zona em questão não é nos balneários, e sim, um quarto de banho, que face a sua má utilização pelos adeptos, foi danificada e precisou de obras de restauração, tendo estado outros em melhores condições à disposição do público, facto constatado por nós.

Balneários do estádio 11 de Novembro

“Este vídeo é um vídeo clandestino e de uma desonestidade de quem o fez. Para começar, ele não devia sequer estar aí, já que a zona estava e está interdita. Portanto, ele entrou numa zona proibida, porque não apresenta condições de ser usada, que não é nos balneários, e fez o vídeo” – afirma o Director do estádio.

Para aquele responsável, cujas funções começaram em Novembro de 2016, parece existir uma onda e uma necessidade das pessoas em falar sobre o que não se conhece e expor só o que é errado, menosprezando o trabalho e o esforço de toda uma equipa que dá todos dias o melhor de si, para melhorar o conforto de quem frequenta o estádio.

Segundo Miguel Xisto, que critica o “vandalismo” dos adeptos, é preciso que o cidadão, que é o usuário e dono do estádio, tenha noção da sua responsabilidade e contribua na sua conservação sem necessidade de ter um polícia a controlá-lo. “Os adeptos ainda praticam vandalismo pelo vandalismo por e simplesmente. Para se ter uma ideia, as pessoas vêm ao estádio e arrancam torneiras. Não faz sentido no séc. XXI, em 2017, que arranquem as torneiras, o autoclismo, sifão da casa de banho ou arrancar as cadeiras das bancadas”, disse.

Miguel Xisto, Director do estádio 11 de Novembro

O vídeo foi entregue às autoridades e o seu autor identificado, estando neste momento a correr os trâmites legais para a responsabilização civil e/ou criminal de quem o fez. A gestão do estádio espera com isso inibir e reduzir situações de vandalismo no recinto. Aliás, estuda-se a possibilidade de instalação de câmaras de vigilância nas bancadas, e com isso, identificar aqueles adeptos cujos comportamentos causam distúrbios e não poucas vezes, contribuem para a destruição das bancadas, o que para a direcção é uma pena, já que “as pessoas não deviam precisar de ser controladas para cuidar daquilo que é feito para usufruto delas”.

Clubes são responsáveis pelos danos durante os seus jogos

Miguel Xisto lembrou, que os danos causados ao Estádio durante os jogos, são da responsabilidade dos clubes que jogam em casa. “É importante que se explique aos adeptos dos clubes que os estragos produzidos no estádio durante o jogo são da responsabilidade do clube que tem o direito do campo, e obviamente que no fim é feito um levantamento e o clube tem que assumir essa responsabilidade e é obrigado a repor os estragos”.

Portanto, os adeptos precisam ganhar consciência de que ao arrancarem as cadeiras e outros elementos do estádio, não estão só a destruir, mas também a criar despesas para os seus clubes, o que naturalmente, não é fácil e nem barato, principalmente num momento difícil como este que se vive actualmente.

Aos clubes, pede-se a criação e implementação de campanhas de educação cívica no seio dos adeptos e da sua massa associativa, no sentido de os incentivarem a não destruírem o património do estádio, porque sai caro para o próprio clube, que é responsável porque assina um documento de utilização e tem que fazer o pagamento ao custo dos danos.

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