Talento de Família: Conheça os irmãos que jogaram no Girabola

Talento de Família: Conheça os irmãos que jogaram no Girabola

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Tô Carneiro (esquerda) e Karanga (direita)

Karanga e Tô Carneiro protagonizaram uma das transferências mais mediáticas de 2018, quando na altura trocaram o Interclube pelo Petro de Luanda. Ambos realizaram grandes exibições enquanto jogadores do Interclube despertando o interesse de vários clubes.

Os dois acabaram por escolher o Petro de Luanda, a transferência acabou por ficar mais sinistra pelo facto de serem irmãos. Sim, para quem não sabia, Jorge Carneiro (Karanga) é o irmão mais velho de Augusto Carneiro (Tô), ambos despontaram no Petro do Huambo e traçaram diferentes caminhos até encontrarem-se no Interclube em 2016 e rumarem juntos para o clube do Catetão na época de 2018/19.

Tanto Karanga (médio ofensivo de 28 anos) como Tô Carneiro (lateral esquerdo de 24 anos) são titulares no Petro de Luanda e tiveram a chance de mostrar o talento de família no mesmo “palco”.

Este facto curioso fez com que olhássemos para outros irmãos que actuam ou já actuaram pelo Girabola, independentemente de terem jogado ou não pela mesma equipa. A tendência é mais comum do que muitos possam acreditar.

 

1. Akwá e Rasca

Akwá e Rasca nunca chegaram a jogar juntos, entretanto, desde cedo que o mais novo ficou conhecido devido ao seu irmão. Enquanto Akwá é visto por muitos como um herói, Rasca sempre procurou firmar o seu nome dentro do campo para não ser conhecido como “o irmão do Akwá”. Em 2001 disputou o único mundial Sub-20 que Angola participou até a data, sob orientação do Professor Oliveira Gonçalves e foi quatro vezes campeão nacional, duas pelo ASA e outras duas pelo Recreativo do Libolo.

 

2. Love, Fofó e Feião

Arsénio e Afonso Cabungula estiveram muito perto de partilhar o mesmo balneário. Depois de ter despontado no ASA e ter sido a sensação do Girabola no início da década de 2000, Love decidiu encerrar a sua carreira no clube que o lançou. Mas não foi a tempo de jogar com o seu irmão Fofó, que regressou ao ASA em 2018, um ano depois de Love ter pendurado as botas.

Fofó procurava se impor no campeonato nacional e foi preciso mudar de ares para isto acontecer. Trocou o ASA pelo Progresso do Sambizanga em 2017 e foi aí onde teve a sua melhor época de sempre, estando entre os melhores marcadores do campeonato com 10 golos, o que lhe valeu um passe para o Primeiro de Agosto no ano seguinte.

Moisés Cabungula, também conhecido como Feião, é o mais novo dos irmãos e não herdou a veia goleadora dos mais velhos. Feião é médio e teve o início da sua formação na Escola Norberto de Castro. Com uma passagem rápida pela União do Uíge, Moisés ficou 3 épocas no Progresso da Lunda Sul, sem ser titular indiscutível, duas épocas no Sagrada Esperança e finalmente o seu regresso ao Uíge para jogar pelo Santa Rita, sem números de destaque.

Love optou pela carreira de treinador e é neste momento treinador adjunto da selecção nacional, Fofó continua no activo e representa o Recreativo do Libolo, enquanto que Feião está sem clube.

 

3. Elísio, Gelson e Melono Dala

Os irmãos Dala foram todos formados na escola do Primeiro de Agosto, esta é definitivamente uma família de militares. Elísio é certamente um dos melhores laterais direito que já passou pelo Girabola. Famoso pelas suas subidas velozes e por usar uma fita na cabeça enquanto jogava, Elísio deixou o Primeiro de Agosto no final da época de 2013 para representar o Desportivo da Huíla mas ainda foi a tempo de dividir o balneário com o seu irmão Gelson Dala que fazia a sua primeira época na equipa sénior.

O avançado do Sporting de Portugal, emprestado ao Rio Ave, é actualmente uma das principais figuras do futebol nacional. O melhor marcador do Girabola 2016 rumou para Portugal no final do mesmo ano, dois anos antes do mais novo dos irmãos fazer a sua estreia na equipa sénior dos militares. Melono tem apenas 18 anos e aos poucos vai se integrando na equipa principal. O jovem jogador foi suplente utilizado numa partida da Liga dos Clubes Campeões Africanos contra o KMKM da Tanzânia.

 

4. Bastos e Nandinho

Ambos saídos da escola do Petro de Luanda, Bartolomeu e Fernando Quissanga tiveram a oportunidade de jogar no mesmo clube, mas em épocas diferentes, tendo os dois defesas centrais seguido caminhos completamente distintos. Em 2013, Bastos deixava o Petro de Luanda para rumar ao Rostov FC da Rússia, equipa que representou por 3 anos, antes de se mudar pra Lázio clube que defende até hoje. Quando Bastos sai do Rostov, a equipa russa começou logo a procurar alguém para o substituir e voltaram a olhar para o mercado angolano, fruto da boa experiência que tiveram. Nandinho, o irmão mais novo de Bastos, foi o alvo escolhido mas infelizmente as coisas não correram como o esperado e regressou para Angola na época seguinte, assinando com o Interclube.

 

5. Anastácio e Amaro

Anastácio e Amaro fizeram parte do plantel do Benfica de Luanda de 2015, no entanto, Anastácio acabou por se mudar para o Sagrada Esperança no mesmo ano. Amaro teve uma carreira mais notória, brilhou e encantou como lateral esquerdo do Primeiro de Agosto durante 3 épocas, tendo sido eleito o melhor jogador do Girabola de 2013, com 4 golos apontados.

Aos 36 anos, Anastácio já não joga e prefere apreciar o jogo como adepto. Já Amaro, continua a fazer das suas com as cores do Bravos do Maqui, no auge dos seus 33 anos.

 

6. Mabululu e Jó Paciência

Agostinho e Joaquim Paciência foram revelados pelo Petro de Luanda mas tiveram de sair para fazerem sentir os seus respectivos nomes. Mabululu fez a sua última época nos tricolores em 2015, altura em que Jó fez a sua estreia no mesmo clube.

Actualmente no Primeiro de Agosto e Sporting de Cabinda, respectivamente, os avançados garantem que as suas equipas não tenham problemas com golos. Mabululu é o segundo melhor marcador do Girabola com 13 golos (os mesmos que Yano) e Jó é o quinto melhor marcador com 8 golos.

No confronto entre irmãos na 14ª jornada do Girabola Zap, o jogo entre o Sporting de Cabinda e Primeiro de Agosto acabou empatado a um golo, mas Mabululu levou a melhor no duelo individual, uma vez que foi o autor do único golo da equipa militar e Jó ficou em branco.

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