Quem são as crianças que acompanham os jogadores nos jogos de futebol?

Quem são as crianças que acompanham os jogadores nos jogos de futebol?

- EmFutebol
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Foto: Christopher Lee / Getty Images

Quem já assistiu a uma partida de futebol, certamente já reparou nas crianças que acompanham os jogadores antes do início dos jogos. Esta é uma prática que se proliferou pelo mundo fora e que para muitas crianças tornou-se um sonho.

Esta onda chegou à Europa na década de 90, no Brasil esta prática teve início no a 5 de Setembro de 1976, no jogo entre Atlético e América Mineiro. O objectivo inicial era o de atrair mais famílias aos estádios em dias de jogos. A ideia Fifa incorporou essa ideia em 2001, em parceria com a Unicef, para proporcionar essa oportunidade de estar lado a lado com seu ídolo para as crianças mais carentes também.

O Euro 2000 realizado conjuntamente entre a Bélgica e a Holanda, foi a primeira grande competição em que as crianças acompanharam os jogadores para o relvado substituindo assim a prática anterior onde os jogadores entravam de mãos dadas. Na qualidade de patrocinadora oficial do Campeonato do Mundo, a McDonald’s selecciona, desde 2002, mais de 1.400 crianças pelo mundo todo através de uma competição para acompanharem os jogadores no maior evento desportivo do planeta. A Mastercard faz o mesmo mas para competições europeias apenas.

A nível de clubes, não existe um método único. Cada equipa tem sua forma de seleccionar as crianças que entrarão em campo com os jogadores. Na maior parte dos casos, um dos encarregados de educação deve ser sócio do clube e fazer a solicitação via email ou no site oficial do clube, outros emblemas seleccionam alunos das suas escolas de base.

Na Inglaterra esta experiência é comercializada pela maior parte dos clubes. 12 das 20 equipas presentes na actual temporada da Premier League cobram valores altos para esta experiência, o valor pago dá o direito a um pacote com diversos benefícios como 2 a 4 bilhetes para o jogo em questão, equipamento completo para a criança, fotografia com os jogadores, bolas assinadas, entre outros brindes, dependendo do clube. Os pacotes são divididos em categorias, jogos contra o “big six” (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham) são mais caros.

Isto é o que cada equipa cobra para um jogo contra o big six:

Aston Villa – £500

Bournemouth – £260

Brighton & Hove Albion – £350

Burnley – £300

Crystal Palace – £375

Leicester City – £600

Norwich City – £499

Sheffield United – £360

Tottenham Hotspur – £405

Watford – £250

West Ham United – £700

Wolverhampton Wanderers – £450

Arsenal, Chelsea, Everton, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Newcastle e Southampton são as equipas que não cobram nada para esta experiência, estes lugares são reservados aos sócios júniores do clube, que têm de simplesmente de participar em sorteios e os vencedores são escolhidos para entrar em campo com os jogadores.

Em algumas ocasiões pontuais, as crianças foram substituídas por escoltas especiais. Em 2015, os jogadores do Ajax decidiram comemorar o dia das mães entrando em campo com as suas mães. Em Setembro do mesmo ano, os jogadores do São Paulo pretendiam incentivar os moradores da cidade a adoptar cães vadios, então decidiram entrar com cães ao invés de crianças.

Bradley Lowery e Jermain Defoe. Foto: Getty Images

E não se pode falar destas crianças sem mencionar Bradley Lowery. Bradley foi um adepto do Sunderland, que faleceu em Julho de 2017, com 6 anos de idade, depois de conquistar o coração do mundo com a sua luta contra o cancro. Jermain Defoe, na altura capitão da equipa, desenvolveu uma forte relação com o menino que tornou-se numa mascote habitual no Stadium of Light. O mundo do futebol, e o desporto em geral, fizeram o que puderam para ajudar. O penalti de Bradley no aquecimento antes do jogo do Sunderland contra o Chelsea foi escolhido como o Golo do Mês do programa “Match Of The Day” em dezembro de 2017. No dia do seu funeral, adeptos do Sunderland e Newcastle, eternos rivais, estavam juntos e aos abraços em sua homenagem. Defoe disse que nunca imaginou ver isso um dia e um miúdo de seis anos fez isso acontecer.

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