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Embraiagem volta a ser um calvário na Mercedes no grande prémio de Monza

O Grande Premio
de Monza parecia ser mais um trabalho fácil para Lewis Hamilton, após ter
qualificado de forma dominante por uma diferença de -0.478s em relação ao seu
colega de equipa e segundo classificado Nico Rosberg. No entanto, logo no
arranque, Hamilton viu logo as suas hipóteses evaporarem, quando antes da
primeira curva foi parar em sexto lugar com um mau arranque, o que causou uma
derrapagem dos pneus e eliminasse a tração de arranque.
A Mercedes apesar
de estar em uma liga única, também tem os seus pontos fracos, e aparentemente o
arranque tem sido um dos pontos fracos que a Mercedes tem tido nos últimos
tempos. Já em Abril o responsável da Mercedes Toto Wolff havia sugerido que
estavam a ver a situação da embraiagem, mas aparentemente o trabalho continua
dentro da Daimler e da Mercedes para resolver-se este problema, já que até
agora ambas as Mercedes foram afetadas com este mesmo problema, nomeadamente
Nico Rosberg na Austrália, Hungria e Alemanha, e Lewis Hamilton na Austrália,
Bahrain, Espanha, Canada e agora na Italia.
Hamilton que
durante a corrida disse na radio para os seus engenheiros de que tinha sido sua
culpa, admitiu no entanto no final da corrida de que disse isto para não
colocar pressão nos seus engenheiros.
Já depois da
corrida mencionou que “nós nunca paramos de nos superar e aprender, mas este
ano tem sido um ano difícil para nós com a nossa embraiagem.”
“Eles continuarão
a trabalhar arduamente – não é algo que seja fácil de se resolver , então não é
algo que podemos mudar para a próxima corrida.”
Hamilton
continuou dizendo “Tivemos melhorias, então vocês viram melhores arranques [de
nossa parte], mas continuamos a ser apanhados algumas vezes com variações
aleatórias entre alguns arranques.”
Reforçou que “vocês
viram isto com o Nico [Rosberg], vocês viram isto comigo algumas vezes mais,
então é algo que precisamos continuar a trabalhar para resolver.”
Culminou dizendo
que “Iremos tentar obter a maior quantidade de informação, e aprender o máximo
que pudermos, para tentar e garantir que nas sete provas restantes, nós não
estaremos a ter dificuldades a sair da linha de partida a partir de Pole
Positions.”
Toto Wolff disse
que não tem interesse nenhum em tentar saber quem tem culpa pelos problemas de
arranques que ambos os pilotos tiveram este ano.
“Nesta equipa eu
nunca irei culpar ninguém – nem o piloto, nem o engenheiro, ninguém…” disse
Wolff. “Se começares a culpar, é aí que as coisas começam a ir para trás porque
as pessoas irão tentar proteger-se, e ter um sistema conservativo nos carros ao
invés de colocar o melhor sistema desenvolvido no carro.”
“Quando
analisarmos toda a informação, iremos tratar dela internamente para ver o que
deve ser feito para podermos evitar que volte a acontecer.”
Wolff terminou
dizendo que “…então não é um jogo de culpa. Como equipa ganhamos e perdemos
juntos. Neste caso a equipa perdeu.”
Com a liderança
de Hamilton reduzida à 2 pontos sob seu colega de equipa Rosberg e
consequentemente as esperanças de Rosberg renovadas, Singapura promete ser uma
corrida cerrada entre os dois pilotos da Mercedes, lembrando que em Singapura
os erros dos pilotos não são perdoados nas paredes que cobrem a pista citadina. Para os fãs de Formula 1 do mundo inteiro, com a Mercedes de forma brilhante a conseguir resolver todos os problemas que o Hamilton tinha com falta de motores, e agora com motores suficientes até ao final da época, o campeonato ganha uma nova dinâmica que poderá levar a disputa do troféu entre os pilotos da Mercedes até a última corrida.

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