
O sorteio oficial da Liga Azule 2026 decorreu na sexta-feira, 12 de Dezembro, no Anfiteatro da Rede Girassol, em Luanda, e definiu o calendário da nova edição do Campeonato Nacional Sénior Feminino de Basquetebol, cujo arranque está marcado para 5 de Fevereiro, com cinco jogos referentes à primeira jornada.
A cerimónia foi transmitida em directo pela Rede Girassol, canal que assegurará igualmente a cobertura televisiva de alguns encontros da competição. O evento contou com a presença da direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), representantes da Azule Energy, parceiros institucionais, figuras do basquetebol nacional e convidados.
A ronda inaugural será composta por cinco partidas:

A jornada promete equilíbrio e intensidade logo nas primeiras partidas, com destaque para o duelo entre o Interclube B e o Sporting de Luanda.
Mais equipas e maior duração
A edição 2026 representa um crescimento significativo da prova. O campeonato passa de sete para dez equipas e terá uma duração de cinco meses, entre Fevereiro e Julho, ao contrário dos três meses da época anterior.
Duas formações provenientes da província de Benguela juntam-se à competição, reforçando o processo de descentralização e ampliando o alcance nacional do basquetebol feminino.
Segundo o presidente da FAB, Moniz Silva, o objectivo é recuperar o protagonismo da modalidade:
“Nós pretendemos que o basquetebol feminino atinja os patamares que já atingiu há uns anos atrás. Para isso é necessário que haja investimento.”
O dirigente destacou ainda a importância da transmissão televisiva:
“Ao nos juntarmos à Rede Girassol, para além das redes sociais, pretendemos também que, via televisão, o basquetebol feminino chegue àquelas comunidades e atraia mais jovens para a modalidade.”

Sustentabilidade e credibilidade institucional
Patrocinada pela Azule Energy desde 2023, a Liga Azule tem como meta reposicionar o basquetebol feminino angolano no contexto africano.
Cláudia Santana, representante da empresa, sublinhou a importância do apoio à vertente feminina:
“A investigar oportunidades de apoio nessa vertente de inclusão e diversidade, decidimos entrar em contacto com a FAB para voltar a trazer o basquetebol feminino à ribalta.”
Moniz Silva reconheceu que a parceria trouxe ganhos institucionais:
“A Azule Energy traz prestígio à federação. Para se chegar a acordo com eles, temos que ser auditados, o que nos obriga a ter a nossa situação regularizada.”
O presidente alertou ainda para o aumento dos custos com deslocações, árbitros e oficiais de mesa, defendendo a necessidade de atrair novos parceiros para garantir a sustentabilidade da liga.
Continuidade e ambição africana
Com dez equipas em prova, a FAB pretende assegurar continuidade competitiva às atletas formadas nos escalões jovens.
“Se não houver sénior, quando chegam ao sub-18, as meninas são obrigadas a abandonar o basquetebol. Havendo séniores, há sempre a esperança de jogar na equipa principal e sonhar com a selecção nacional”, explicou Moniz Silva.
O título da época passada foi conquistado pelo Sporting de Luanda, que parte como referência para 2026.
A federação mantém como meta estratégica devolver Angola ao topo do basquetebol feminino africano e ambiciona, no futuro, organizar o Afrobasket feminino no país.
Com mais equipas, maior duração e reforço institucional, a Liga Azule 2026 apresenta-se como um passo firme na consolidação do basquetebol feminino nacional.