A selecção angolana de basquetebol, entrou com o pé direito no AfroBasket 2025, disputado em casa, ao derrotar a Líbia por expressivos 85-53.

Num Pavilhão Multiusos de Luanda com uma excelente aderência dos adeptos, os anfitriões demonstraram uma energia avassaladora e um sentido de urgência que inflamou os adeptos angolanos e lançou um sério aviso aos adversários.
O treinador Pep Clarós surpreendeu – pelo menos à equipa Pró Desporto – quando escalou um cinco inicial com Childe Dundão, Milton Valente, Macachi Braz, Bruno Fernando e Jilson Bango. Uma aposta clara nos jogadores do campeonato interno e apostando claramente no jogo interior.
Como foi a partida?
Primeiro Quarto: O jogo começou com Angola a mostrar a sua força perante um público fervoroso. Logo nos primeiros minutos, Jilson Bango protagonizou um momento electrizante ao conseguir um afundanço com as duas mãos, levando o pavilhão ao delírio. Este lance foi o prenúncio de uma exibição dominante. A defesa angolana foi implacável, limitando a Líbia a apenas 13 pontos no primeiro período. Childe Dundão, com a sua capacidade de penetração e visão de jogo, começou a destacar-se, contribuindo com pontos e assistências. A diferença de sete pontos (20-13) ao final do primeiro quarto reflectiu a superioridade dos anfitriões, que controlaram o ritmo do jogo desde cedo. Macachi Braz entrou com uma elevada energia, liderando a pressão alta de Angola que complicou bastante os armadores Líbios.
O ponto negativo foi a paralisação por mais de uma hora, devido a um problema técnico no cronómetro dos 24 segundos, que impactou inclusive na performance das equipas, que tiveram de voltar ao balneário enquanto esta questão era resolvida.
Segundo Quarto: O segundo quarto foi o momento decisivo do encontro. Angola ajustou a sua estratégia, intensificando a pressão defensiva e explorando as falhas da Líbia. Jogadores como Kevin Kokila, Bruno Fernando e Gerson Gonçalves brilharam, combinando força no jogo interior com transições rápidas. A defesa angolana foi particularmente eficaz, forçando turnovers que resultaram em 22 pontos no total do jogo. A Líbia, apesar do esforço de Nasseim Badrush, que marcou sete pontos no primeiro quarto, não conseguiu resistir ao ímpeto dos Palancas Negras. No final do segundo período, Angola ampliou a vantagem para 38-24, com um parcial de 18-11.
Terceiro Quarto: No regresso do intervalo, Angola não levantou o pé do acelerador. O terceiro quarto foi marcado pela contribuição do banco, que adicionou 25 pontos à contagem da equipa. Childe Dundão continuou a ser uma força motriz, com jogadas corajosas no ataque e uma capacidade notável para envolver os companheiros. Kevin Kokila também se destacou, igualando Dundão com 12 pontos no total do jogo. A Líbia tentou responder, com Badrush a liderar a sua equipa com 16 pontos no total, mas a diferença técnica e física era evidente. Angola venceu o terceiro período por 21-13, consolidando uma vantagem confortável de 59-37.
No último período: Angola transformou o jogo numa autêntica festa para os adeptos. Com a vitória praticamente assegurada, os Palancas Negras mantiveram a intensidade, explorando jogadas de contra-ataque que resultaram em 13 pontos de fast-break(contra-ataque rápido) no total do jogo. Gerson Sousa foi uma peça fundamental, liderando em ressaltos com 12 capturas, enquanto Dundão continuou a distribuir o jogo com seis assistências. A Líbia, já sem capacidade de reacção, viu a diferença aumentar para 32 pontos no final, com Angola a fechar o quarto com um parcial de 26-16.
O resultado final de 85-53 reflectiu a supremacia da selecção nacional que agora tem de focar para os próximos desafios.
Destaques
Childe Dundão foi o herói do jogo. Além dos 12 pontos, o base angolano destacou-se pela sua energia contagiante, com seis assistências e jogadas que galvanizaram a equipa e o público.
Do lado da Líbia, Nasseim Badrush foi o mais inconformado, terminando com 16 pontos e sete ressaltos, mas a sua equipa não conseguiu contrariar o domínio angolano. A diferença no marcador foi também sustentada pela superioridade de Angola nos pontos a partir de turnovers (22) e no contributo do banco (25 pontos).



