Pró Desporto

Nova geração da seleção nigeriana começa a dar cartas

A Nigéria é uma das mais tradicionais selecções de África, são cinco participações em campeonatos do Mundo (1994, 1998, 2002, 2010 e 2014) e três títulos do Campeonato Africano das Nações (1980, 1994 e 2013). Porém, desde 2013 que a Nigéria baixou o seu rendimento, inclusive não conseguiu se qualificar para o Campeonato Africano das Nações (CAN) por duas vezes consecutivas (2015 e 2017).

Grande parte desse fracasso é culpa da desorganização que existe no seio da federação local e também muitos erros de planeamento, o que tem influenciado o desempenho dentro do campo. Por exemplo, nos últimos dois anos a Federação Nigeriana de Futebol já demitiu sete treinadores. Isto é só uma amostra do tamanho do desafio que Gernot Rohr, o novo seleccionador da selecção nigeriana, tem pela frente.

No passado dia 09 de Outubro, a Nigéria fez o seu primeiro jogo de qualificação ao Mundial de 2018, na Rússia, frente a Zâmbia (campeã africana em 2012). Rohr surpreendeu tudo e todos ao mandar para o banco o vice-capitão Ahmed Musa (Leicester City) e apostar na juventude. O onze inicial da Nigéria tinha 7 jogadores com 23 anos ou menos e os dois golos que deram a vitória às Super Águias foram marcados por jogadores de 20 anos: Alex Iwobi e Kelechi Iheanacho. Vale realçar que estes não são apenas dois rapazes de 20 anos, são também dois dos melhores jovens jogadores do mundo.

Iheanacho (14) e Iwobi (18) celebram juntos o segundo golo do jogo

Alex Iwobi tem 20 anos e é jogador do Arsenal (Inglaterra), tornou-se titular absoluto na equipa de Arsene Wenger. Iwobi é sobrinho do craque Jay Jay Okocha, nasceu em Lagos (Nigéria) e foi para a Inglaterra com 4 anos de idade. Defendeu as selecções de base da Inglaterra mas optou por representar o seu país natal.

Kelechi Iheanacho também tem 20 anos de idade e é jogador do Manchester City (Inglaterra), não é titular no seu clube mas tem um grande futuro pela frente e parece estar a desenvolver o seu jogo sob o comando de Pep Guardiola. No Mundial Sub-17 em 2013, Iheanacho foi eleito o melhor jogador do torneio, tendo registado 6 golos e 7 assistências, as suas performances chamaram a atenção de muitos clubes europeus, incluindo o Arsenal, Sporting CP e o FC Porto, mas acabou por assinar pelo Man City. Ainda em 2013, recebeu mais três outros prémios: chuteira de prata do Mundial Sub-17, chuteira de prata do CAN Sub-17 e Talento Mais Promissor do Ano pela CAF.

Ogenyi Onazi (esquerda) tem o zambiano Rainford Kalaba sob controle

Apesar de serem os mais notáveis, Iwobi e Iheanacho são os únicos jovens a ter em conta nesta selecção nigeriana. Ogenyi Onazi, médio de 23 anos, é certamente outro jogador que merece ser observado, o ex-jogador da Lázio foi um autêntico tampão no jogo contra a Zâmbia, jogou como se estivesse possuído. Outro nome a ter em conta, embora não tenha sido convocado, é o de Kelechi Nwakali, avançado de 18 anos, assinou pelo Arsenal depois de em 2015 ter sido considerado o melhor jogador do Mundial Sub-17.

Esta é uma amostra do enorme potencial que a selecção da Nigéria tem, esperamos que com esta nova geração consigam voltar aos seus dias de glória.

Deixe Um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *