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CAN 2017: Camarões, indomáveis outra vez

Apesar do seu passado glorioso e ostentar 4 títulos continentais, os Camarões entraram para o Campeonato Africano das Nações 2017 como outsiders, muito pelo facto de ter uma equipa bastante jovem e inexperiente, com resultados que deixaram a desejar nos últimos jogos internacionais que realizaram e sem contar que tiveram 7 jogadores a actuar nos campeonatos inglês e francês que recusaram-se a fazer parte desta competição.

Nas últimas seis finais do CAN marcou-se 3 golos, ontem foram 3 golos em 90 minutos, o que tornou o jogo bastante animado.

Nas duas vezes que se encontraram na final do CAN (em 1986 e em 2008) o Egipto dominou o jogo, e as coisas pareciam estar a tomar o mesmo rumo quando Mohamed Elneny inaugurou o marcador aos 22 minutos de jogo. Mas os Camarões não baixaram os braços e correram atrás do empate, o seu esforço foi compensado aos 59 minutos quando Nicolas Nkoulou aproveitou um cruzamento do capitão Benjamin Moukandjo e cabeceou a bola para a baliza de El Hadary. Depois do empate, o Egipto parecia querer levar o jogo para os penaltis, deixaram de atacar e começaram a queimar tempo, mas dois minutos antes do apito final foram punidos por Vincent Aboubakar. O jogador do Besiktas recebeu com o peito uma bola longa de Sébastien Siani, fora da grande área, tocou por cima do defesa egípcio e sem deixar a bola tocar ao chão, chutou para o canto direito da baliza de El Hadary.

Depois de um arranque lento, onde empataram 1-1 com o Burkina Faso e 0-0 com o Gabão, os camaroneses tiveram de puxar pelos galões para bater a Guiné Bissau por 2-1 e assim qualificarem-se para as eliminatórias. Apesar de não serem os favoritos, os pupilos de Hugo Broos conseguiram surpreendentemente passar pelo Senegal e pelo Gana e chegar a final para jogarem contra os heptacampeões, Egipto, e vencerem a competição.

Houve quem os considerou como a pior selecção dos Camarões de sempre, por não ter nenhum nome sonante entre os convocados, a verdade é que eles conquistaram um título que os fugia há 15 anos. É caso para se dizer que os Leões Indomáveis estão de volta.

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