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A Realeza Monegasca

No principado de Albert II, Leonardo Jardim foi coroado príncipe de Mónaco e o conjunto monegasco sagrou-se campeão da Ligue 1, dezassete anos depois e o oitavo título no palmarés. Atente, que um colectivo forte revela sempre grandes individualidades. Do serpentear de bola de Bernardo Silva na abertura de espaços com sucessivos dribles na desmarcação dos avançados, da regularidade de Radamel Falcão – o colombiano que parece ter encontrado o elixir da segunda juventude – aos proventos prodigiosos de Kylian Mbappé – o jovem francês que silenciou o Etihad Stadium, derrubou a muralha amarela do Signal Iduna Park e que tombou, apenas, aos pés das velhas senhoras de Turim – Quando Buffon assinou pela Juventus de Turim em 2001, batendo o recorde de transferência de um guarda-redes por uma quantia de 45 milhões de euros, Kylian Mbappé, estava a completar o seu terceiro aniversário natalício.

Coroados os príncipes, são convocados agora, os futurologistas para augurar o futuro dos jovens talentos revelados por este conjunto monegasco. Num mercado cada vez mais exigente e que parece não ter margens e nem vagas para segundas chances, espera-se destes jovens talentos, um trabalho de pesquisa saturado e exaustivo na selecção dos emblemas por onde pretendem escrever a biografia perfeita e obter o direito a um cântico, um busto, uma estátua e nos extremos à atribuição do nome à um Aeroporto Internacional.

Existem aos montes os sonhos adiados – Memphis Depay, que chegou nos lados de Old Trafford, cheio de alta estima e com a moral em cima, continua adiado e a espera da segunda chance, a mesma segunda chance que teve Kevin De Bruyne no Manchester City, depois do evidente fracasso em Stamford Bridge. Youri Djorkaeff, disse a Kylian Mbappé – cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém – conselhos para o jovem prodígio acautelar os interesses do Manchester United, sob pena de transformar-se no próximo Anthony Martial, outra jovem promessa oriunda do principado de Mónaco.

Em 1998, Thierry Henry, na altura uma jovem promessa do Mónaco, fracassou redondamente na Juventus e teve uma segunda oportunidade nos Londrinos do Arsenal e, até o todo poderoso El Pibe, Diego Armando Maradona, fracassou claramente no Barcelona antes de se tornar o semi-deus do Napoli. São essas segundas oportunidades que parecem cada vez mais arredadas do mercado.

Em 1998, Thierry Henry, na altura uma jovem promessa do Mónaco, fracassou redondamente na Juventus…

As maiores potências do futebol europeu, requerem uma adaptação e integração instantânea, não cultivam a paciência do Ajax. Para o Mónaco de Leonardo Jardim um bem-haja, felicitações à direcção, equipa técnica, jogadores e falange de adeptos e ainda para as jóias da coroa – Mbappé e Bernardo – desejar-lhes assertividade na hora da mudança, porque de super-estrela do Campeonato Nacional a suplente em Moreira de Cônegos, já nos basta o Ary Papel.

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